
Um pouco de todas elas;
abril 14, 2011Tem pouso de pássaro em árvore e tem pouso de coração no silêncio da gente. Hoje acordei assim, silenciada por dentro. Me entendendo mutuamente com as árvores, em Similaridade com o branco. Todas elas, aquelas dentro e fora de mim, aquelas que só eu vejo, que só alguém mais vê, que todo mundo vê. Muitos são os olhos e mais diferentes ainda são as visões, mas destes ângulos todos, ninguém percebe que na perspectiva de um cubo, é o cubo que aparece em todas, é ele que está presente em todas as suas distorções. Quadrado, simétrico, infinito.
Rita pra compor, pra quem não sabe do que chamar, pra cumprimentar, pra constar nos documentos, pra ter número do governo, pra ter música do Chico. Ritinha, esta que era tão pequenina, apadrinhada pelos mais velhos, logo mudou e se tornou nome antes do próprio nome, dengo e doçura, adora carinho atrás da orelha. Tita ou Lita, pra quem tem língua pequena demais pra conseguir pronunciar o R, que dá de comer papinhas, dá banho e brinca de carrinho. Mana, pra aquelas meninas dos meus olhos, que no pouco do meu dia o transformam em muito, da pilha de isopor, do chocolate quente, do choro derretido. Flor, para os moços e moças de bom coração que tem carinho nas palavras, ela gosta é de um ô flor bem demorado, mesmo que não seja baiano. Menina, pra quando tem brincadeira de roda e impaciência. Anitta, que nasceu na noite escura de e para um sacrifício, morreu no nascer do sol, em liberdade de missão cumprida. Princesinha, dos olhos meigos da minha boneca. Tira, mais persistente impossível, confiança é ela toda, de olhos bem fechados. Pequena, da carta de amor secreta, enviada pelo correio de brasília e vinda de salvador. Tuté, das mãos compridas e dos olhares cúmplices, do cheiro de óleo de motor. Doidona, do amigo carinho, silêncio do estar perto, mais perto do que a pele permite. Tinha e Tonha, dupla incorrigível, das andanças sem destino e das músicas pelo ar…Tantas e mais outras, aquelas que nunca saberei, o apelido feio da quarta série, a perfeitinha arrogante para os que pensam pequeno e não vem intenções, a chata dos dias em que tem coisas de mais e paciência de menos, enfim; a mãe, a filha, a irmã, a amiga e a amante.
Tantos nomes temos nós, tantos olhos a nos ver, e no final das contas, Uma só se observa.

se sentir é muito bom^^ ” o silêncio é apenas uma resposta para o próprio silêncio que há em nós”
Você é demais.
Onde eu entro aí? Adorei!