
Leite com Café
março 29, 2011Acordei. Não abri os olhos, a manhã se fazia no ar frio, no orvalho: do lado de fora da janela. Abri os olhos, a manhã se fez: do lado de dentro do quarto. Frestas de luz filtradas na poeira do cobertor em suspensão. Cheiro de café acabado de fazer, estranho, será que minha solidão ganhou forma? ouço passos, perco o sono, a janela é aberta com a aproximação do som. claridade me vence. Abro o rosto, boca, olhos, ouvidos. E te vejo; será que no meu sono me fechei em mim e não te sabia lá, onde você sempre esteve? Tocar a realidade áspera da torrada e sentir o gosto, é até verdade, nessa atmosfera de dossel. Você me sorri e se eu pudesse dormiria de novo, mas para poder acreditar-te e acreditar-me é caso de viver.
[Sobre como o cotidiano é bonito, e acabamos por não sorrir para ele. Por questão de costume, de esquecer a conquista diária do amor. (Cuidar)

eu sinto tanta falta de manhãs frias nos verões. e aqui quase sempre é verão.
quando faz frio fora, esquenta dentro…as vezes o inverso é verdade…as vezes não…
eu gosto das manhãs porque sempre são frias, não importa onde, elas cuidam todos os dias para ver nascer o seu frio e ver nascer o sol, que vai leva-lo embora…
Essa é a beleza da vida, de experimentar o cotidiano, onde fomos feitos para viver.