Posts de Agosto, 2009

h1

Who’ll stop the rain?

Agosto 30, 2009

“Long as I remember
The rain been comin’ down
Clouds of mystery pourin’
Confusion on the ground
Good men through the ages,
Tryin’ to find the sun
And I wonder, still I wonder,
Who’ll stop the rain”

(Creedence Clearwater Revival)

After_the_Rain_by_saiyagina

For you I have no doubts…

h1

Manhã

Agosto 22, 2009

E isso só me demonstra que nós fazemos o nosso dia.

E agora que me deu um quê de Alberto Caeiro, com seus dias admiravelmente contemplativos,
simples e experimentais, onde o silencio dos homens e o som do mundo contracenam em poesia vista.

“Às vezes, em dias de  luz perfeita e exacta,
Em que as cousas têm toda a realidade que podem ter,
Pergunto a mim próprio devagar
Por que sequer atribuo eu
Beleza às cousas.

Uma flor acaso tem beleza?
Tem beleza acaso um fruto?
Não: têm cor e forma
E existência apenas.
A beleza é o nome de qualquer cousa que não existe
Que eu dou às cousas em troca do agrado que me dão.
Não significa nada.
Então por que digo eu das cousas: são belas?

Sim, mesmo a mim, que vivo só de viver,
Invisíveis, vêm ter comigo as mentiras dos homens
Perante as cousas,
Perante as cousas que simplesmente existem.

Que difícil ser próprio e não ver senão o visível!”

UFV 003

“For ever question that you have, the answer you will find on nature.”

h1

você que tem um sorriso lindo;

Agosto 22, 2009

E se um “Q” separa o “P” do “R”, que diferença isso faz?

lola empacotada

 

Espero que você esteja se empacotando pra se mandar pra mim!

: )

h1

Gotas.

Agosto 18, 2009

Dreaming__Drowning_by_Neumorin

E é tão ruim quando alguém te decepciona, e você nem quer sentir isso,
porque não faz sentido, você não deveria sentir, nem culpar essa pessoa por isso.

Acho que vou embarcar em mim mesma de novo,
preciso me afundar, afogar, tirar a água dos pulmões pelos olhos,
e voltar à terra, pra ganhar fôlego.

Acho que essa embarcação deixou destroços por demais.

Oceano.

h1

Agosto 18, 2009

O que a gente faz quando tem uma pergunta?

A Gente, responde.

Eu, fico com a pergunta.

play_time_is_over_by_papirazzi

h1

Paredes brancas

Agosto 18, 2009

Um dia daqueles em que acordo na hora mais escura da madrugada, choro num misto de dor e incompreensão por não ser desse mundo. Ser do meu menino e do que acredito. mas vem a velha limitação. com suas teias e individualidades egoístas.
Rezo para o sem nome, com toda a gratidão que sinto, com todos os pedidos que tenho: com a alma nua, já que para você não posso ficar assim por hora.
Um dia daqueles em que acordo, entre paredes brancas (sem nenhuma marca de giz) e dentro do céu cinza de Viçosa.

Só divagações bobas e existenciais do meu cotidiano, mas que no fundo contem toda a razão de ser.
Walls_by_Petite_Emi
Trecho de O lobo da estepe de Herman Hesse(retirei algumas partes):

” O dia passara como normalmente passavam os dias: eu o havia desperdiçado, dissipado suavemente… Agradável, assim como ler os livros antigos ou demorar-me no banho quente, mas, afinal de contas, não fora a bem dizer um dia encantador, nem brilhante, nem feliz, nem plácido, mas tão somente um desses dias como desde algum tempo costumavam ser os normais da minha vida: moderadamente agadáveis, totalmente suportáveis, toleráveis(…), dias sem dores particulares, sem singulares preocupações, sem aflições especiais, sem desesperos(…).
Quem havia passado pelos outros dias,(…)das dores malignas por detrás dos globos oculares, transformando a alegria de ver e ouvir num tormento alucinante sobre os efeitos da enlouquecedora enxaqueca, ou aqueles dias de morte da alma, perversos de vazio interior e desespero, nos quais em meio à terra destroçada e ressequida pelas sociedades anônimas, o mundo dos homens e a chamada cultura ri-se de nós a cada passo com seu enganoso e vulgar esplendor de feira e nos atormenta com uma persistência emética, e quando tudo está concentrado e levado ao clímax do insuportável dentro do nosso próprio ser enfermo – quem já havia passado por aqueles dias infernais mostrava-se bem contente com esses de agora, normais e vulgares. (…)
Muito se teria a dizer sobre esse contentamento e essa ausência de dor, sobre esses dias suportáveis e submissos, nos quais nem o sofrimento nem o prazer se manifestam, em que tudo apenas murmura e parece andar nas pontas dos pés. Mas o pior de tudo é que tal contentamento é que não posso suportar(…). Então, desesperado tento escapar a outras regiões, se possivel a caminho do prazer, se não, a caminho da dor. Quando não encontro nem um nem outro e respiro a morna me diocridade dos dias chamados bons, sinto-me tão dolorido e miserável em minha alma infantil, preferindo sentir em mim uma verdadeira dor infernal do que essa saudável temperatura de um quarto aquecido. Arde então em mim um selvagem anseio de sensações fortes, um ardor pela vida desregrada, baixa, normal e esteril, bem como um desejo louco de destruir algo seja um armazém ou uma catedral, ou a mim mesmo, de cometer loucuras temerárias.(…)
Pois o que eu odiava mais profundamente e maldizia mais, era aquela satisfação, aquela saúde, aquela comodidade, esse otimismo bem cuidado dos cidadãos, essa educação adiposa e saudável do medíocre, do normal, do acomodado.
Nesse estado de espirito, portanto, havia atravessado mais um dia vulgar e tolerável, quando chegou a noite. (…)  “

h1

IRIS:”I just don’t want to miss you tonight”

Agosto 10, 2009

honeymoon 033Sua íris cor de mel ainda retina na minha pele.

Iris; Goo Goo Dolls

“And I’d give up forever to touch you
‘Cause I know that you feel me somehow
You’re the closest to heaven that I’ll ever be
And I don’t want to go home right now
And all I can taste is this moment
And all I can breathe is your life
And sooner or later it’s over
I just don’t want to miss you tonight

And I don’t want the world to see me
‘Cause I don’t think they’d understand
When everything’s made to be broken
I just want you to know who I am

And you can’t fight the tears that ain’t coming
Or the moment of truth in your lies
When everything feels like the movies
Yeah you bleed just to know you’re alive

And I don’t want the world to see me
‘Cause I don’t think they’d understand
When everything’s made to be broken
I just want you to know who I am
And I don’t want the world to see me
‘Cause I don’t think they’d understand
When everything’s made to be broken
I just want you to know who I am

And I don’t want the world to see me
‘Cause I don’t think they’d understand
When everything’s made to be broken
I just want you to know who I am…”