
Às vezes; não sabia se estava bem, ou se estava mal.
Seu riso era verdadeiro, mas suas lágrimas não escondiam que também eram,
uma dúvida permanente, um estado suspenso, uma intensidade que captamos através de persianas coloridas.
A rosa ao pé da orelha, lhe dizia palavras bonitas de se ouvir e no seu vermelho sangue as contradizia, só para brincar com as palavras como se fossem pétalas ao vento.
Mas a menina era mais esperta e utilizava as palavras tal qual novelo de lã que vira cachecol, uma magia dos seus dedos, uma fantasia da sua mente.
E assim, aquecia-se do vento; que fluia das pétalas.
*Pisca*





