Eu sou um gato
e você é meu novelo de lã
Vou brincar
Até te dar um nó.


Adquiri o hábito de colocar as mãos em concha ao redor das orelhas para ouvir o mar,
um som distante mas vivo em mim, como andar na areia e achar aquela conchinha destinada a você,
somente a você. Porque assim queremos.

As mãos em concha, para ouvir o mar.

“Cumpramos a tarefa de viver de tal modo,
que quando morramos até o coveiro o sinta.”
(Twain)

Porque julgamos a vida como uma progressão para a morte;
e de fato, não o deixa de ser,
mas o mais importante é o que se vê
no horizonte dessa morte
Se são flores e terra ou estrelas.
E na eternidade isso faz todo o sentido.