
”Era um viúvo que morava com suas duas filhas curiosas e inteligentes que viviam sempre fazendo perguntas. Algumas ele sabia responder, já outras não.
Como pretendia oferecer a elas a melhor educação, sempre enviava as meninas para passarem férias com seu pai que calejado pela idade e sábio pela vivência morava na área rural de uma cidadezinha do interior. Que sempre respondia todas as perguntas das netas sem hesitar.
Impacientes com o conhecimento do avô, as meninas resolveram inventar uma pergunta que ele não saberia responder. Então, uma delas apareceu com uma linda borboleta azul que usaria para pregar uma peça no avô.
- “O que você vai fazer?” – perguntou a irmã.
- “Vou esconder a borboleta em minhas mãos e perguntar se ela está viva ou morta. Se ele disser que ela está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar. Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la e esmagá-la. E assim qualquer resposta que o vovô nos der estará errada!
As duas meninas foram então ao encontro do senhor, que estava como sempre quieto sentado em uma banqueta em frente a casa e com o olhar perdido no horizonte.
- “Vovô, tenho aqui uma borboleta azul. Diga-me, ela está viva ou morta?”
Calmamente ele sorriu e respondeu:
- “Depende de você… ela está em suas mãos”.
E talvez não fosse melhor deixar a borboleta escolher por si mesma?