Posts de Dezembro, 2008

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Dezembro 31, 2008

Não entende a secura das pessoas.

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Angel

Dezembro 31, 2008

Olhou para o céu, e estava escurecendo, não se sabe porque sempre prestou atenção ao último entardecer do ano. Dessa vez não o viu completamente, algo lhe diz que é porque está arrumando a sua casa e a quer bem bonita. Esse ano precisa ser só pra ela. Um ano que nunca teve. Será que tivemos os anteriores? Sentada no cansaço de suas pernas busca divagações entre músicas antigas e pés absolutamente sujos. Sem vontade verdadeira de algo. Só deseja uma coisa: Paz. Pela primeira vez ela tem um desejo-não sabe lidar com isso ainda- algo que é prioritário, nunca houve prioridades antes. Nunca houve tanta coisa antes. Foi acusada de “politicamente-correta” ontem. Não se sabe o quanto isso doeu… Sempre a acusaram de algo. Ela mesma sempre faz isso. E é tão ruim; se não sabe sobre algo, simplesmente não afirme sobre ele.Dedos-apontados. Esse ano começa na lua nova, isso quer dizer tanta coisa. Está deixando o cabelo crescer, será que isso tem mesmo importância.? Sente o romantismo esvair de sua vida de um jeito que não conhecia. Não é bom nem ruim, só diferente. São características. Gostaria imenso de um abraço apertado. Está suja. Está sentada numa rede, pendurada na lua; talvez só alguém entenda. Está deitada na grama observando uma amendoeira e também conversando com o imbondeiro; dentro dela.

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Fazendo hora…

Dezembro 19, 2008

E normalmente é pra isso que esse computador serve. Quando não há mais nada(pelo menos ao meu fácil alcance) pra fazer; Eu entro nesse escritório, sento aqui, coloco uma música(meu som tá quebrado). Espero que alguém, que está bem distante(acrescente o infelizmente) resolva passar o tempo também e me encontre por trás dessas letras de teclado, tão sem personalidade. Quase com gosto de medida desesperada;
Ontem eu traduzi uns pedaços de um livro por diversão, só me confirmou coisas que sabia: é difícil traduzir e eu continuo a não confiar em tradutores. Porque nunca é o mesmo. Palavras em outra língua, tem outras pronúncias, pesos e histórias, como podem haver sinônimos tão diferentes, eu não entendo.

É não tem mais nada pra dizer e eu não quero falar sem nada pra dizer, só isso já expressa o que sinto.

Quero um vale grátis pra andar na roda-gigante.

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Origami

Dezembro 11, 2008

Coisas pequenas e trabalhadas com cuidado, para não rasgar, mil invenções para dar forma. Tantas dobras para chegar a um só lugar.

Me sinto origami agora. Estava deitada na cama, lendo, brincando com os pés. E algo me diz desde sempre, que não é necessário estar triste pra provar nada pra ninguém. Nem mesmo feliz.

Está sol lá fora aqui dentro.

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*Para uma menina com uma flor na mão.

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E quando toca o telefone…

Dezembro 9, 2008

É engano.

Não aqui não mora nenhum Rafael Badaró Lima.

Quem dirás uma Rita.
Nem era pra eu ter esse nome mesmo. Eu sou uma Anitta.

Antes que você pergunte, não ela também não se encontra.

( Acho que nunca fiz um post que me lesse tão bem quanto o anterior, e o mais engraçado, quando o publiquei o telefone toca, eu espero pra atender-dar vazão as esperanças- é engano. A vida é tão engraçada.)

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Quimica dos dias nublados;

Dezembro 9, 2008

Algumas vezes você acorda meio-dia(na verdade raramente) e percebe um dia nublado que tem tanta luz a ponto de ferir seus olhos, mais do que em um dia de sol. Acho que nesses dias a composição da luz muda. E derrepente quando ficar sozinha em casa era um benção, não é mais. você queria alguém aí -só você não é suficiente- porque ao olhar para o meio, ou para os cantos da sala, não há ninguém. Nem você mesma. E eu queria que essa solidão acabasse, essa derrota antecipada e esse medo que acabam por se tornar as grades brancas da minha janela. Desde pequena queria pular aquela janela pra chegar mais rápido ao portão, nunca o fiz, as grades estavam lá, aí tinha que contornar as paredes e abrir a porta, não te pude esperar ao portão, quando cheguei na porta: já lá estavas.

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Beijo

Dezembro 8, 2008

” Beijo-flor

O beijo é flor no canteiro ou desejo na boca?
Tanto beijo nascendo e colhido na calma do jardim nenhum beijo beijado (como beijar o beijo?) na boca das meninas e é lá que eles estão suspensos invisíveis.”

(Drummond)

kiss_by_salsabegood

Quando seu lençol carrega os invisíveis olhos borboletas, que observam as ondulações dos cílios.