Posts de Agosto, 2008

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Auto-chute na bunda.

Agosto 22, 2008

Desculpem os termos, mas são inevitavelmente estes. Eu resolvi que vou fazer arquitetura e LEA e pronto. Chega de resmungos e bestagens, preciso trabalhar em prol de algo e principalmente de mim mesma. Comecei o curso de desenho, começarei estudos de história da arte e também de matemática.

Finalmente aconteceu e incrível estou trabalhando para tomar vergonha na cara!

Deixemos de assuntos chatos de certo ponto e partamos para a velha e boa decomposição lírica:

O grito, aquele que vem do mais dentro impossível, aquele que não produz vibração sonora, mas etérea. Aquele que se contorse, remoe e destrincha, até sair como um pássaro de uma gaiola de galhos…

Aquele que é meu e de mais ninguém, que somente em minha liberdade posso sentir e somente em minhas asas oníricas posso violentar, tamanha força tem o seu bater d’asas.

Grito.

Choro.

Canto.

De dentro para fora, dos olhos para a luz, onde o nada é niquice.

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Passando os olhos.

Agosto 2, 2008

E isso fez um admirável sentido novo “na vida de minhas retinas tão fatigadas”,me levando ao jardim e ao pôr-do-sol que se faz presente nessas tardes, ainda que por detrás das nuvens de inverno. Amo o meu lar.

“Rita,

Teu idioma interno me enleva, encanta, enternece. Me confunde,embriaga, preocupa. Guardas Hieroglifos emocionais, arabescos sentimentais, ideogramas pensamentosos. Fascinante e preocupante teu dentro. Onde um manual? Onde uma pedra de Rosetta? Onde as pistas para a elucidação dos teus mistérios? Por vezes sei, geralmente não sei… Conversamos e pouco pude, se fiz algo, para te ajudar no teu processo de autoconquista.
Em certo instante te ouvir, e apenas te ouvir atenciosamente, sem nada dizer, foi o que fiz. Pensas com profundidades, com vários sentidos, dentro de diversas nuances… E,engraçado, todas essas estradas,
penso, me dão a impressão de que por mais que penses
tanto em tanta coisa, é nos momentos em que te ouço simplificar e pensar aos poucos, em cada coisa a ser resolvida tranquilamente, que teu semblante se asserena. Nossas mentes fervilham, o preço da sensibilidade;pensamos excessivamente, o preço da inteligencia: será que deveríamos, de vez em quando, comtemplar o horizonte e a nós mesmos, admitindo que
certos dragões são só lagartixas inofensivas?

Te amoadoro.”

Comentário de Quila, ali em baixo;

E agora vou estar mais presente aqui de novo; depois discorro mais sobre as minhas humanidades,

um abraço.