Posts de Junho, 2007

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Parece que acabei de acordar…

Junho 30, 2007

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        Um sol dourado de fim de tarde se estendia pela grama verde, formando sombras alongadas e preguiçosas… Desceu da árvore e sentou-se ao lado dela no escorregador do parquinho, segurava uma chave. Olhares interrogativos vieram em sua direção e como para explicar misteriosamente disse:
– Todas as árvores têm chaves, não sabia não?
– Hum… Porquê?  Perguntou ela entre divertida e espontânea.          
– Para guardar um segredo.  Sorriu e respondeu como se fosse o mais simples, mas não o mais óbvio a se observar…
– Então somos todos árvores. Observou segura, ao que ele olhou desconfiado:
– Todos têm um segredo, mas muitos não são árvores.
– Mas você é uma. Daquelas grandes, com raízes imensas e casas em cima. Disse ela um pouco inocente, mas muito senhora de si. Olhou um tanto incrédulo…:
– E quem mora lá?
– Só você sabe… Disse ela com um olhar matreiro de quem deixa a questão em penumbra.
Guardou a chave no bolso.
A abraçou para tirar a expressão pensativa de seu rosto e falou:
– Você ainda tem um desejo, lembra?
– Hum… Mesmo que eu peça, são coisas que só vêem com o tempo…
Levantou-se abruptamente e a puxou para mais perto do sol…
– Tenho um presente. Disse como quem faz uma proposta.
– …?
Tirou a chave do bolso, fazendo refletir em volta:
– É sua.
        E com um leve sorriso ela respondeu:
– E era esse o meu pedido.
A lua ficava mais amarela à medida que o sol desaparecia dentre os prédios e o tom amarelado dava lugar ao rosado que por sua vez se tornava arroxeado. E tudo começava e terminava num azul intenso, assim como os dois se olhavam de cima, envolvidos em vento.

 

 

 

Agora ela tem um colar.
Com uma chave.

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E…

Junho 25, 2007

O mundo tá aí…

Girando e trazendo muitas notícias e acontecimentos.
Elas estão no limiar da situação.
Eles não me parecem novos, nem velhos.

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E…

Junho 25, 2007

Eu percebi que não tenho escrito coisas consistentes ultimamente, tenho até idéias, contos, histórias, mas elas se recusam a se tingir de caneta e a serem absorvidas para o papel… Se eu ao menos soubesse o porquê… Não estou mal em estado de espírito, mas sabe aquelas coisas que ficam dentro, muito lá mesmo; e que te fazem sentir vontade de ignorá-las cada vez mais, sem conseguir isso.

Mentir para si mesmo. Mas é uma mentira diferente, porque parte dela é totalmente verdade, só por assim acreditarmos. Eu não sei bem o que quero, mas agora, nessa exatidão, preciso de palavras, parágrafos, enormes, gigantes e que me façam discorrer sobre isso. Só pra tentar preencher esse pedaço de coisas atordoadas e amotinadas.

Preciso delas, escritas, lidas, vistas… E uma musica medieval toca.

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São João…

Junho 24, 2007

E você fecha os olhos, muitas coisas explodindo;
E você abre os olhos, tudo esfumaçado;

Fogueiras.
Bandeirinhas.
Amendoim.

E já esperamos o do ano que vier.

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E foi feliz.

Junho 22, 2007

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Quase um chá as quatro da manhã…

Amo-te irmã.

O Chapeleiro maluco e a lebre de maio mandam você acertar o senhor tempo…
Afinal, queremos que ele pare.

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É eu sei…

Junho 15, 2007

Que não deveria se postar em vão, sem ter nada pra dizer que interesse… É só que…
Tá, admito… Devia estar estudando.

_ Isso se chama enrolação!

_ Não seja tão cruel querida consciência…

humpf… Que coisa besta…

Só pra não ser tão em vão assim:

E se…
(Chico Buarque)

E se o oceano incendiar
E se cair neve no sertão
E se o urubu cocorocar
E se o Botafogo for campeão
E se o meu dinheiro não faltar
E se o delegado for gentil
E se tiver bife no jantar
E se o carnaval cair em abril
E se o telefone funcionar
E se o pantanal virar pirão
E se o Pão-de-Açúcar desmanchar
E se tiver sopa pro peão
E se o oceano incendiar
E se o Arapiraca for campeão
E se à meia-noite o sol raiar
E se o meu país for um jardim
E se eu convidá-la para dançar
E se ela ficar assim, assim
E se eu lhe entregar meu coração
E meu coração for um quindim
E se o meu amor gostar então
De mim

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Nenhum

Junho 13, 2007

E quando o vento vinha, carregado de gotas… Uma saudade; saudade de tudo, todos…

De criança com cara de sono quando é natal e você só quer que chegue o dia seguinte.
De quando sua avó te obriga a tomar leite quente de manhã.
E quando você dá um jeito de se “livrar” dele…
De quando me davam muitos ursinhos de uma só vez.
De ler um livro muito foda.
De ler um livro; já basta.
Fazer coisa errada.
Beliscar lara pelas costas, afinal, se minha mãe visse…
E de quando ela viu disse que isso dava doença. (¬¬)
E de quando Brigo com lara e minha mãe se entromete…
(De como nos unimos contra minha mãe… A briga é nossa!)
De quando minha mãe me batia, -sílaba por sílaba do sermão- : Vo(bate)cê(bate) Não(bate) Vai (bate) Mais (bate) Fa(bate)zer(bate) Isso! (joga o tamanco)
Dos pastéis de belém com café.
De me esconder de baixo da cama pra chorar…
De conversar com as coisas quando era guria…
De achar que meus brinquedos eram vivos.
Estudar função composta e log.
Dos dias em que iamos a padaria com meu pai.
De morar na fazenda, com um incrivel medo de Dartag’nan (o galo assassino).
De meu marreco.
Dos meus hipopótamos…
De quando estavamos na carro e começou uma forte chuva de granizo que quase quebrou o vidro…!
Da brasilia de minha mãe. Sem a porta do lado do motorista…
De contar fuscas com Esther…
Do tio Dudu.
De todos meus amigos. Aqueles que nem falo mais, mas não esqueço.
Aqueles que não me esquecem;
Os que querem me esquecer…
E os que me intocaram em algum canto.
E principalmente. Os que estão comigo.
Do Aqui e Do agora.
Da sensação de dever cumprido.
De pular de felicidade, tristeza, alegria, dançando…
Do meu violão.
De música.
De sorrisos; amarelos, safados, lapidados,bestas, apressados.,.,
De beijar em baixo do pé de amendoa.
.De abraços.
De ver minhas fotos quando tava indo pro São Jõao da escola…
De fotos. Todas elas…
Do gosto de sangue.
Do meu pirralho.

Guardas-Chuvas-Vermelhos.

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Poupando palavras…

Junho 8, 2007

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E é tanto.

Junho 8, 2007

Que é simples_________________________________________

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Junho 8, 2007

E ela ia pela ponte… Andando e afastando qualquer caminho da mente, só um ouça e siga. Mesmo que sejam carros, e businas… Também tem aquela árvore que cresceu naquele lugar improvável.

E o Sol. Forte. E o vento. Forte.

E quando eu ando com meu macacão, e nada mais… Me sinto breve.