Posts de Abril 20th, 2007

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Alguns porquês…

Abril 20, 2007

“Wandering star” is an archaic (and therefore, poetic) term for planet, which is itself from Greek planasthai “to wander”.

Historical usage                  

The movements of plainly visible “wandering stars” were examined by early astrologers as they appeared to wander through the twelve zodiac signs over the course of days or years. In addition to their astrological significance, some belief systems have also regarded “wandering stars” as stars which had betrayed their pre-ordained path.

Modern metaphorical usage

  • The prepositional phrases “…on a wandering star” or “…from a wandering star” usually refer to the planet, Earth, but must be taken in context. Examples include:
  • “…lost on a wandering star” can refer to wandering aimlessly on multiple levels or aspects.
  • “…observations from a wandering star” can mean “from our perspective” while also ridiculing historical ignorance.
  • “Wandering star” can be used as a fond reference to a person who gains or seeks fame through extensive travels or by rejecting behavioral conformity.
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É Day, tem coisas e mais coisas…

Abril 20, 2007

Bom, postei esses textos antigos aí em baixo, porque se o computador for formatar novamente sem aviso prévio não quero perdê-los novamente, não porque gosto realmente de como ficaram, ou do que quer que falem. Simplesmente porque marcaram momentos e não merecem o esquecimento.

Fiz o blog, porque deu vontade de um espaço. Deu vontade de ver letras…palavras, seria bom se existissem blogs escritos no papel, porque é no punho que realmente gosto de escrever, de divagar ou de demarcar o ilimitável.

Ficando por aqui…Porque uma conversa sobre política, conformismo, índios e um povo que esconde suas idéias, que não luta por elas… Está se desenrolando.

Desculpe, mas precisava por mais isso:

Falei sobre índios hoje e de como me revolto com algumas situações que estão por toda a parte, nem é preciso um esforço para nos depararmos com elas; afinal, me diga se não é um preconceito um índio não poder ser preso, e ainda que crianças índias tenham uma verba de merenda escolar maior do que as outras?

Excluir preconceito com desigualdade , é só piorar a situação. O fim do preconceito racial [social] pede para ser “resolvido” com igualdade e não com desigualdade pelos que agora são “excluidos da sociedade”. É que repudio a idéia do geral: “índio é bonzinho, foi injustiçado, ele merece nosso território todo porque cuida da natureza”… Me poupem…

O dificil acesso a informação da maioria prejudica, mas me diga se quem quer algo não vai longe? Então a culpa seria sim deles, porque eu acredito que a culpa do que acontece em nossa vida seja nossa. A culpa só deixa de ser nossa, onde começa a culpa do outro.

O próprio governo impede , sim, o desenvolvimento intelectual da massa, porque um povo que sabe, é um povo consciente de seus direitos e deveres, eles só querem, mal e porcamente que o povo conheça os deveres… Acho que o populismo não abandonou esse país, afinal, não é isso o bolsa escola,familia, vale gás…

Irrita, superficial e profundamente. Sabe porquê? não adianta nada. Nunca adianta, porque mesmo que nos tornemos presidentes, não mudaremos a mentalidade do povo e ele vai continuar votando em imprestavéis corruptos e vai continuar achando que o estado que tem que resolver tudo. Mas está enganado, afinal, um povo que acha que gari está na rua pra limpar o lixo que ele faz, nunca poderá se tornar um povo digno de reclamar do que for.

Eu cansei de me exasperar com situações dessas, mas não sou comodista. Porque esse povo é um bom exemplo disso… E não quero me tornar mais uma, já tem suficiente e a-mais. Só acho que não podemos mudar pessoas( nesse contexto), principalmente as não dispostas a isso… Alguns dizem que é egoísmo, mas sabe que nem é de certo, porque eles não pensam sequer em si mesmos…no sentido de que, por exemplo, vandalismo. Quebrar uma coisa pública não é quebrar uma coisa do próximo, é quebrar uma coisa sua…

Só mais uma coisa: Memória. me diga, uma pessoa que perde a memória, não é uma pessoa que não sabe quem é, que não sabe se exprimir e que não sabe absolutamente de conceito socio-cultural algum? Como pode essa pessoa, sem conhecimento nenhum, transformar sua mente principalmente se será reeducada no mesmo sistema que fez com que ela a perdesse. Então… Aquela velha pergunta ressoa na mente: onde está a memória do brasileiro?

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__Memento mori__

Abril 20, 2007

Bato à porta, o mordomo; senhor medo me conduz até a sala da escuridão, lá conversam a dor, as desculpas, e a senhora lágrima. A dor… Muito esfarrapada, não se importa com mais nada, só com sua eventual solidão e com a vontade de não ver ninguém e se transformar em algo mais; já as desculpas, gêmeas, se vestem uma no oposto da outra, para tornar a diferenciação mais árdua. A senhora lágrima, saiu do seu esconderijo e vê-se que continua deslumbrante como sempre, com seu grande vestido e o brilho escorregadio nos olhos…

Entro na sala e sua decoração avermelhada me chama atenção, a cor da intensidade e do esquecimento… Das promessas quebradas… Sento-me no tapete de gelo e me servem um pouco de esquecimento com sal. Conversamos e após alguns momentos a senhora lágrima diz que preciso de ajuda… A dor argumenta que só preciso dela mesmo, e de mais ninguém… As gêmeas se entre olham e desatam a falar sem parar… O que é estranho, porque só uma das duas gosta de falar, a outra prefere ouvir.
Sinto-me gelada… Acendem uma vela e não me aquece, porque só consigo pensar como ela é fria e ainda tem que aquecer aos outros… A admiro, mas sinto tristeza… Ela não me aquece, porque a compreendo.
Calo-me e vejo a chama bruxelar, iluminar e atrair as libélulas que espertas, não sentem frio, por não saber o segredo da vela…
Um visitante inesperado chega… E vamos todos recebê-lo, passamos pela escada e vemos que ela se configura em futuro… Talvez uma felicidade, mas aquele lar é por demais sagrado para a felicidade, ela não quer ir até lá.
Estamos todos no hall, e a anfitriã aparece… Nos cumprimentamos e percebemos que continua maliciosa, mas tem uma tristeza na ondulação dos seus mantos azuis.
O visitante entra e nos surpreende, que assuntos terá o senhor tempo, com nossa anfitriã; a senhora mentira?
Ela me pede para participar da conversa e o mordomo me olha, evito seu olhar… E sigo até a sala da direita.
-O que precisas? Indagam os dois.
-Eu não quero pensar.
-Não te darei fuga. Percebe o tempo ao imaginar meus pensamentos.
-Digo, que não quero mais te acompanhar… Pisca a mentira.
-Me vejo perdida e irritada…Porque tenho que escolher?
-Não se escolhe, se sente. Respondem-me
-O senhor desespero não está aqui, não adianta… Então quero que o preço não seja justo comigo.
-Veremos o que podemos fazer. Mas tens de prometer que ao deixar essa casa não vais procurar a morte… Sorri a mentira.
-Também tens de procurar a amizade e lhe dares um recado meu, diga-lhe que eu inexisto, ela precisa ser constantemente lembrada disso.
Resignada eu saio, mal vendo os lustres refletirem no seu puro cristal meus olhos… Passo pelos visitantes e me despeço, no jardim brinco com a pequena passarinha e peço ajuda… Ela canta e eu tento acompanhá-la sem deixar os soluços atrapalharem nosso canto. Deixo o portão entreaberto, promessas não são fáceis de cumprir senhora mentira…

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Estações e Comédias românticas

Abril 20, 2007

Cheguei à conclusão de que o desejo de inegoismo é impossível, mas o desejo de se importar, é executável. Às vezes bato com o espelho e tudo que vejo é uma garota, boba. Porque, como diz uma amiga, não gosto de contradições… E o que é isso se não uma?

Tenho sempre algo que me acompanha, não importa aonde eu vá, ou que caminhos percorra, acho que só uma força pode até certo ponto modificar isso e digo que é essa força que me deixa no rés-chão… Que me dilacera onde não entendo.

O que me leva a escrever agora, advem do que me levou a escrever, para mim mesma… Sentimentos. Gosto muito de sentir com a imaginação ao movimentar o lápis, mas me era disperso tentar fazê-lo ultimamente, admito que já chamaram minha atenção para o fato “Rita! Se você está sentindo isso, é porque deveria sentir e pronto. Não é errado, e você não devia dizer que se odeia por sentir isso e acabou”.

Nunca estive tão surpresa em tempos, primeiro pelo tom com que me foi dito, totalmente inabitual, segundo, onde diabos ela aprendeu a fazer isso?! Que medo… Intimidar assim deveria ser proibido, afinal, nunca sabemos onde pode dar. Mas digo, é bem-feito.

Por que simplesmente algumas pessoas insistem em minimizar e não simplificar as coisas? Porque elas não podem ser corajosas ao menos uma vez? Deixar as desculpas pra lá, enfrentar as pessoas e lhes dizer a verdade, ou a mentira, não importa, desde que seja o que se sente, seja o que for…

Raiva. Quase tudo ao que isto se limita. Agora uso a imaginação para ponderar, porque se fosse sentida, estaria tão envolvida no que não faz sentido, no que deve ser deixado de lado que não conseguiria ignorá-lo. Como disse mais cedo, e durante esse curso de tempo, existem duas coisas que me agridem com a profundidade de uma faca afiada; Egoísmo. Cinismo.

Começando com a primeira, egoísmo natural está excluído, ele existe e podemos conviver com ele. Mas egoísmo adquirido, não. Algo que me perturba ao extremo é como as pessoas não lutam para controlá-lo e acham perfeitamente normal que aconteça. Magoar as outras pessoas, em função de si próprio é a coisa mais covarde da qual já ouvi falar. E nem venham cá me dizer que é proteção. Porque sei bem que não o é em absoluto.

Fugir? Se assim o preferes… Continua na ilusão, homens têm muito mais a aprender do que meninos e com meninos.

Cinismo… Acho incrível como esta palavra consegue expressar o seu sentido, mas ela não resume o que penso dela. Não resume nem um terço do que o penso de seu ato. Algumas vezes posso ocultar meus sentimentos, mas isso nunca chegou a esse ponto, porque é algo que repudio, por favor! Onde estão os olhos desse mundo? Nem pensem em me vir com desculpas e pretextos, hoje estou assim, crua e determinada. Que me olhem nos olhos, não me sorriam e me mostrem o que é ter dignidade.

Agora que estou calma em imaginação novamente, fui lembrada de uma cena, que há muito havia perdido na mente… Um nascer do sol, na chuva… Agora mudem drasticamente a cena e acrescentem estarem acima das nuvens. Foi o que vi naquele dia, onde as coisas estavam a voltar, literalmente, pois via a cena da poltrona do avião.

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Pequena

Abril 20, 2007

A cena se apresenta a seguinte: Eu, sentada na areia da praia, deixando meus pensamentos… Uma menina de seus sete anos, chega, senta ao meu lado e me imita; mas não em tudo, ela preferiu sentar de costas pro mar.

Olha profundamente pra mim, como se falasse, meus pais sempre me dizem, nunca dê as costas para o mar. Eu a compreendo em grau, gênero e numero. Situação similar.

Ficamos assim sem definição de tempo e quando deu vontade, ela me perguntou:

– Você acha que é certo querer ficar grande?

Ao que eu respondi:

– Acho, mas não quero. Porque sentar de costas pro mar não impede que vejamos as ondas…

Fez um muxoxo… Mas acho que entendeu o que eu quis dizer. Olhou por cima do ombro para o mar e virou rapidamente a cabeça, parecendo assustada, virou para frente e fechou os olhos. Depois com um misto de surpresa e vislumbre falou:

– Eu vi. Senti as ondas onde elas não estavam… Então, você não quer mesmo ficar grande? Eu não entendo… — Disse mais para si mesma do que pra mim e ponderando o assunto continuou – Se eu fosse grande, não iría querer crescer, iría querer diminuir! A… É isso que acontece?

Uma expressão exasperada tomou conta dela, quando eu desatei a rir…
E entre os risos disse:

– É mesmo, queremos todos diminuir, porque quando ficamos grandes, ficamos tão chatos. E o valor de crescer perde o significado… Como se de repente não fosse crescer, e sim aumentar… É bem ruim pros que se apercebem e bem ilusório pros que não.

Ela sorriu:

– Agora compreendo. Nada de aumentar…

E continuamos lá… Sentadas na praia. Eu de costas, ela de frente.