Posts de Abril, 2007

h1

A máscara, a outra e seu duplo.

Abril 28, 2007

Passava pela rua costumeiramente, encontrei um antigo colega do ballet que estava oferecendo panfletos de uma peça que aconteceria no dia seguinte. Peguei no folheto e achei interessante o título, além de que, teatro é raro por aqui. 

Continuava lendo, até que meus olhos se detiveram em um nome “Jorge Alessandro”. Sabe aqueles professores únicos que se encontram em algum canto de sua infância? Pois é… Meu professor da 5ª série, entrava na sala correndo, subia na mesa e declamava uma poesia (sem mais delongas).                                                                                                     Decidi ir…

Quando os atores entram tanto no personagem que nos fazem senti-lo, é quando considero uma peça imperdível, lógico que podemos dizer que tem a parte de figurino, iluminação, sonoplastia… isso pra mim é de praxe. Quando o teatro nos leva além, quando nos projeta além do palco…
 

Quatro imigrantes, únicos sobreviventes de tribos dizimadas, procurando sua ancestralidade numa terra desconhecida, revivendo o mito da caverna e o paradoxo dos que convivem com a diversidade e o estranhamento.

Sem alimentos, sem casas, sem perspectivas, sem destino, eles chegam a um lugar inabitado e passam a falar do mundo e da realidade. Jamais terão a certeza do lugar onde pararam, mas sentem que dentro deles convivem várias memórias. Eles são os “povos esquecidos” procurando suas origens para responder o modelo de humanidade que os envolve. É o primeiro olhar para um mundo olhar e abissal, refletem o distanciamento da razão e o enfrentamento das terras desconhecidas. São humanos ainda sem nome, mas transformam a linguagem em sobrevivência e poesia, suas metáforas explicam o mundo e os sentimentos. O desconhecido no ser é sua máscara. É o início de outro ser gerando o ovo. O ovo é o início de outro ovo. O outro de si mesmo; seu duplo.”(A história, tirada do folheto)

Durante a apresentação não faltaram idéias, máximas, pensamentos, daqueles que nos atropelam…

Alguns aos quais me apeguei:

“Ser bom ou ruim depende do sangue derramado, por dentro e por fora.”

“O mundo é extremamente recíproco, nós vamos duvidar do mundo, o mundo vai duvidar de nós.”

Dentre muitos e muitos outros…

 

Cia Trapizonga de teatro.

Elenco: Telma Sá, Teresa Sá, Jorge Alessandro e Márcio Gledson.

Direção: Márcio Gledson.

h1

Cansaço?

Abril 28, 2007

Sabe quando seus joelhos doem? E quando seus olhos doem? E de quando isso não faz a mínima diferença?

Prova de matemática à parte, acho que sempre vou errar perfeitas idiotices… E me revoltar até onde não posso, me conscientizando que tenho que estudar, se quero fazer algo de minha vida, se não quero atrofiar meu ser e tantas otras cositas mas… Sempre pensamos. Mas assim como o homem se preocupa com o aquecimento global, nos preocupamos com isso.

Pensamento de cansaço: O que importa mesmo além de descansar?

h1

.Proteção fragilisa.

Abril 24, 2007

Relação de tudo proporção.

h1

Stroke…

Abril 23, 2007

h1

Voltando;Sorriso em desalinho…

Abril 23, 2007

E eu que já havia postado. Me deu uma vontade repentina; escrever.

Meus sentimentos, voltam, revoltam contra mim. Fazem ecos de suas ondas sonoras, ignoram a verdade, me perseguem e me estilhaçam… E o porquê disso? Gostaria eu que alguem me dissesse, e nem era nada disso que eu pretendia escrever, e nem era nada disso que eu queria dizer.

É que eu tou me tornando mimada. Será?

Acho que só um motivo pra me manter aqui, sentada nessa cadeira… Quando devia estar me ocupando com algo meu, com algo onde sou tão minha que não estou comigo;

E esse sentimento de mundo perto-longe me tira da cama todas as manhãs.

No país das maravilhas

Tem um gato

Tem um sofá

Tem umas coisas tão boas

Onde o cinema é mudo.

h1

Pelo urso-gigante que nunca tive…

Abril 23, 2007

Black Apple: Etsy

Mas Terei.

h1

Tanto assim…

Abril 23, 2007

Mais um texto sobre muitas coisas e tão poucas ao mesmo tempo. Aqueles textos que se encontra por toda a parte, que estão por toda a parte. O que fazer? Assistir inspetor buginganga, Star Gate…Menino maluquinho, a foca caolha no faustão…

Se revoltar lânguidamente com o sistema… Pra quê? As múmias sempre assistem tv, os vampiros sempre na espreita e os monstros do armário são americanizados.

Vou parar de dizer coisas que já sabemos.

h1

Light.

Abril 21, 2007

.little mensages are everywhere.

Stoping the time.

It’s easy?

h1

Alguns porquês…

Abril 20, 2007

“Wandering star” is an archaic (and therefore, poetic) term for planet, which is itself from Greek planasthai “to wander”.

Historical usage                  

The movements of plainly visible “wandering stars” were examined by early astrologers as they appeared to wander through the twelve zodiac signs over the course of days or years. In addition to their astrological significance, some belief systems have also regarded “wandering stars” as stars which had betrayed their pre-ordained path.

Modern metaphorical usage

  • The prepositional phrases “…on a wandering star” or “…from a wandering star” usually refer to the planet, Earth, but must be taken in context. Examples include:
  • “…lost on a wandering star” can refer to wandering aimlessly on multiple levels or aspects.
  • “…observations from a wandering star” can mean “from our perspective” while also ridiculing historical ignorance.
  • “Wandering star” can be used as a fond reference to a person who gains or seeks fame through extensive travels or by rejecting behavioral conformity.
h1

É Day, tem coisas e mais coisas…

Abril 20, 2007

Bom, postei esses textos antigos aí em baixo, porque se o computador for formatar novamente sem aviso prévio não quero perdê-los novamente, não porque gosto realmente de como ficaram, ou do que quer que falem. Simplesmente porque marcaram momentos e não merecem o esquecimento.

Fiz o blog, porque deu vontade de um espaço. Deu vontade de ver letras…palavras, seria bom se existissem blogs escritos no papel, porque é no punho que realmente gosto de escrever, de divagar ou de demarcar o ilimitável.

Ficando por aqui…Porque uma conversa sobre política, conformismo, índios e um povo que esconde suas idéias, que não luta por elas… Está se desenrolando.

Desculpe, mas precisava por mais isso:

Falei sobre índios hoje e de como me revolto com algumas situações que estão por toda a parte, nem é preciso um esforço para nos depararmos com elas; afinal, me diga se não é um preconceito um índio não poder ser preso, e ainda que crianças índias tenham uma verba de merenda escolar maior do que as outras?

Excluir preconceito com desigualdade , é só piorar a situação. O fim do preconceito racial [social] pede para ser “resolvido” com igualdade e não com desigualdade pelos que agora são “excluidos da sociedade”. É que repudio a idéia do geral: “índio é bonzinho, foi injustiçado, ele merece nosso território todo porque cuida da natureza”… Me poupem…

O dificil acesso a informação da maioria prejudica, mas me diga se quem quer algo não vai longe? Então a culpa seria sim deles, porque eu acredito que a culpa do que acontece em nossa vida seja nossa. A culpa só deixa de ser nossa, onde começa a culpa do outro.

O próprio governo impede , sim, o desenvolvimento intelectual da massa, porque um povo que sabe, é um povo consciente de seus direitos e deveres, eles só querem, mal e porcamente que o povo conheça os deveres… Acho que o populismo não abandonou esse país, afinal, não é isso o bolsa escola,familia, vale gás…

Irrita, superficial e profundamente. Sabe porquê? não adianta nada. Nunca adianta, porque mesmo que nos tornemos presidentes, não mudaremos a mentalidade do povo e ele vai continuar votando em imprestavéis corruptos e vai continuar achando que o estado que tem que resolver tudo. Mas está enganado, afinal, um povo que acha que gari está na rua pra limpar o lixo que ele faz, nunca poderá se tornar um povo digno de reclamar do que for.

Eu cansei de me exasperar com situações dessas, mas não sou comodista. Porque esse povo é um bom exemplo disso… E não quero me tornar mais uma, já tem suficiente e a-mais. Só acho que não podemos mudar pessoas( nesse contexto), principalmente as não dispostas a isso… Alguns dizem que é egoísmo, mas sabe que nem é de certo, porque eles não pensam sequer em si mesmos…no sentido de que, por exemplo, vandalismo. Quebrar uma coisa pública não é quebrar uma coisa do próximo, é quebrar uma coisa sua…

Só mais uma coisa: Memória. me diga, uma pessoa que perde a memória, não é uma pessoa que não sabe quem é, que não sabe se exprimir e que não sabe absolutamente de conceito socio-cultural algum? Como pode essa pessoa, sem conhecimento nenhum, transformar sua mente principalmente se será reeducada no mesmo sistema que fez com que ela a perdesse. Então… Aquela velha pergunta ressoa na mente: onde está a memória do brasileiro?