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Se deparar com uma verdade

janeiro 12, 2010

Sempre andarei só, não importa o que aconteça, sempre acabo por me erguer e afogar conforme a maré e as minhas braçadas me mostram. Hoje sei que mesmo com amigos com quem posso contar para tudo, só comigo posso contar até o fim. Não há semi-verdades, nem espelhos ou ilusões, assim é. Estou só.

(…quando um sonho nos acorda.)

 

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Fingir

dezembro 14, 2009

Quando a gente vai fingindo que tá tudo bem pra poder acreditar que vai ficar tudo bem.

“Pra dizer a verdade; as vezes minto…tentando ser metade do inteiro que eu sinto…”

Não é pessimista, nem triste, é mais quando a gente não consegue mais se entender…só me sentindo sem um lugar nesse mundo. Como se estivesse deslocada, não fizesse mais sentido…e no fundo, falta é brilho nos olhos. Quem sabe é um pouco de drama, quem sabe é medo, quem sabe é coragem.

“Vai saber…quem souber me salve…!”

Sorriso e pestanas baixas.

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Conto do último dia de primavera:

dezembro 4, 2009

“Você me aparou quando precisei. Por isso lhe sou infinitamente grato. Espero um dia poder retribuir-lhe o favor. E nesse sentido vou fazer-lhe uma promessa escrita. Considere este papel como um documento e estas letras como uma prova de que “eu prometo que vou reestabelecer uma base no solo desolado e hostil do meu sentimento mais íntimo e lá você reinará. Única e absoluta.”

Andava a esmo esmagando o papel nas mãos, deixava uma trilha de lágrimas. Grossas que caiam direto das pestanas sem tocar seu rosto. Lágrimas de verão. Então, aquilo era um papel inútil? Um documento? no fundo era inválido, deixara de existir. Ele não pensou nestas linhas, sua boca havia sido mais ávida pela outra boca. E Riu. É engraçado como um simples gesto, assim como um vento frio, pode provocar a maior tempestade do verão.

Um conto assim, pra expressar que me cansei de cartas e linhas, que muito dizem, mas não são verdadeiras…Ai ai…

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Coração de chumbo

dezembro 2, 2009

A boneca olhava triste a parede em frente.
Passou um vento, maroto, derrubou a pobre boneca de sua estante.
Caiu, caiu e quanto mais caia, mais o coração pesava.

A menina, havia esquecido da estante, da boneca.
Tinha pó no seu sapato de verniz. no cabelo dourado. no vestido de renda.

O vento só havia passado.

E a boneca, se agarrou ao que tinha, um coração vermelho,
bordado com todo o amor, que agora pesava como chumbo.

Ela caiu no chão.

(Nota: o coração, pertencia ao soldadinho de chumbo,
que estava ao seu lado na estante.)

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Bobice, bem à mineira.

dezembro 1, 2009

Inocência.

Tinha uma tristeza
morando em mim,

Fiz dela passarinho,
retirei seu ninho.

E voou como um querubim…

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Textenho

dezembro 1, 2009

Palavra egos

Beijo e Gesto

no rosto e no resto

pintar o riso

comer a boca
                          o odor e o eco

(João diniz)

Texto copiado às pressas na aula de croquis,
na verdade textenho, texto com desenho.
gostaria de ter o desenho também, feito a batom.

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Um deserto e Uma estrela

novembro 7, 2009

Breathe_me_by_AquaSixio

Amar é estar em Guerra.

Amar uma pessoa, uma árvore, uma boneca, um melhor amigo, uma chuva, um cartão telefônico e até mesmo o mundo das idéias; uma única coisa une todos estes amores, e não é seu sentimento, sua composição. mas o ato de estar em guerra contra tudo e todos, por eles. com eles. não importa. Amar é um exercício repleto de desafios, e por isso mesmo de paixões. Amar é além de um exercício repleto de desafios, é reconhecer a vontade de se desafiar, de enfrentar algo muito maior do que o seu peito, sua coragem. E com tudo isso:

Amar é estar em Paz.

Por reconhecer que vale muito mais do que a pena de corpo e alma, lutar por isso. Amor é movimento, e assim é a paz que se sente. não algo perto de repouso, (o que repousa está perto do fim) mas vida. Fluindo, irresistível, em suspiros de vai e vem ou em dormir bem.

Tendemos a destruir aquilo que mais amamos.

Com medo do que pode vir a ser, da grandiosidade deste Aqui e Agora. Com medo de confiar e descobrir que se é muito mais forte do que pensava, com medo de não seguir os sonhos, ou por nos castigarmos por algum mal. Penso uma coisa: O único pecado está onde não há amor.

Liberte-se…

 

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Folha rabiscada sem data;

novembro 7, 2009

O homem é
no não dizer (acima) de tudo,
um beco,
um corpo.

elastik

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Quem vem me visitar?

outubro 11, 2009

E eu que nem sei a quantas ando… Fazia tempo que algo de confusão não me visitava…me sinto esperando que o futuro se resolva, e acabo por não resolver meu presente. Eu que sempre acreditei que as coisas acontecem por um motivo, fico achando que tenho de saber este motivo, ou sinto que nada acontece. Vivendo intensamente, ou no completo vazio. Não sei mais me perceber, as vezes me sinto bem comigo mesma, mas estou numa alternância de eus que me confundem. E no fundo não tem problema algum, mas algo de errado me vem…

Preciso de alguém que me explique pra mim mesma. cansei de me explicar pra mim mesma.

Não sei diferenciar o que quero e também não sei lidar com isso, costumo ser uma pessoa determinada e se não tem nada que me faça sentir isso, fico perdida. Sentada no meio fio sem conseguir aproveitar a chuva;

Não tenho escrito, minhas metáforas escaparam e as palavras são mudas ao meu pensamento multiverso.

Preciso de Voz.

Wind_by_GeorgeHarrison

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Who’ll stop the rain?

agosto 30, 2009

“Long as I remember
The rain been comin’ down
Clouds of mystery pourin’
Confusion on the ground
Good men through the ages,
Tryin’ to find the sun
And I wonder, still I wonder,
Who’ll stop the rain”

(Creedence Clearwater Revival)

After_the_Rain_by_saiyagina

For you I have no doubts…