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Por enquanto…

abril 29, 2011

Deu na telha ficar por aqui: http://loureirorita.blogspot.com/ e enquanto a vontade não passa, vou escrevendo por lá.

nhaaa

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Coisas Boas

abril 15, 2011

Se você soubesse…Se você soubesse… dos segredos que eu guardo comigo, das expressões que eu deixei de transparecer, dos sorrisos que não dei, das lágrimas que enguli, dos erros que vomitei. Mas você não sabe e morreu sem saber. porque nem eu sabia que jogava isso tudo pra dentro de mim, nem eu sabia que essas coisas todas estavam acontecendo, ainda assim eu confiei, ainda assim Confio. e esta frase continua em minha boca: eu não me arrependo.

A virtude vem do nosso conhecimento intrínseco.

(Azul do céu, Kandinsky)

Vou ali ler shakespeare que é uma coisa boa, tem mais coisas entre o céu e a terra do que supõe a vossa vã filosofia. [lambe

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Um pouco de todas elas;

abril 14, 2011

Tem pouso de pássaro em árvore e tem pouso de coração no silêncio da gente. Hoje acordei assim, silenciada por dentro. Me entendendo mutuamente com as árvores, em Similaridade com o branco. Todas elas, aquelas dentro e fora de mim, aquelas que só eu vejo, que só alguém mais vê, que todo mundo vê. Muitos são os olhos e mais diferentes ainda são as visões, mas destes ângulos todos, ninguém percebe que na perspectiva de um cubo, é o cubo que aparece em todas, é ele que está presente em todas as suas distorções. Quadrado, simétrico, infinito.

Rita pra compor, pra quem não sabe do que chamar, pra cumprimentar, pra constar nos documentos, pra ter número do governo, pra ter música do Chico. Ritinha, esta que era tão pequenina, apadrinhada pelos mais velhos, logo mudou e se tornou nome antes do próprio nome, dengo e doçura, adora carinho atrás da orelha. Tita ou Lita, pra quem tem língua pequena demais pra conseguir pronunciar o R, que dá de comer papinhas, dá banho e brinca de carrinho. Mana, pra aquelas meninas dos meus olhos, que no pouco do meu dia o transformam em muito, da pilha de isopor, do chocolate quente, do choro derretido. Flor, para os moços e moças de bom coração que tem carinho nas palavras, ela gosta é de um ô flor bem demorado, mesmo que não seja baiano. Menina, pra quando tem brincadeira de roda e impaciência. Anitta, que nasceu na noite escura de e para um sacrifício, morreu no nascer do sol, em liberdade de missão cumprida. Princesinha, dos olhos meigos da minha boneca. Tira, mais persistente impossível, confiança é ela toda, de olhos bem fechados. Pequena, da carta de amor secreta, enviada pelo correio de brasília e vinda de salvador. Tuté, das mãos compridas e dos olhares cúmplices, do cheiro de óleo de motor. Doidona, do amigo carinho, silêncio do estar perto, mais perto do que a pele permite. Tinha e Tonha, dupla incorrigível, das andanças sem destino e das músicas pelo ar…Tantas e mais outras, aquelas que nunca saberei, o apelido feio da quarta série, a perfeitinha arrogante para os que pensam pequeno e não vem intenções, a chata dos dias em que tem coisas de mais e paciência de menos, enfim; a mãe, a filha, a irmã, a amiga e a amante.

Tantos nomes temos nós, tantos olhos a nos ver, e no final das contas, Uma só se observa.

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Penso, logo existo.

abril 3, 2011

Essa realidade descartiana da filosofia, quando eu era mais nova, logo me cativou. Se penso, logo existo, então serei eu um ser perfeito? Feito tão somente de idéias. Eis o primeiro passo que eu dei na racionalidade. Naquele dia, nos meus doze anos, deixei a infância. Conheci o silêncio daqueles que observam os mínimos detalhes, que se questionam sem descanso, que se elevam através das palavras, da casca que se forma ao redor de quem se deita no argumentar, na mudança constante de óculos para ver diferentes universos, sob a luz de cada teoria. Conheci sobretudo a dureza de quem luta o tempo todo, de quem busca a verdade, a idéia perfeita do ser. A brutalidade deste caminho é sutil, quem o escolhe raramente percebe, porque se torna idealista, constrói modelos e se torna rígido.

Sinto, logo vivo…incorrer em erros profundos, faz parte de nós. A racionalidade me tornou anestesiada, não era capaz nem de sentir a dor do corte de uma faca, o sangue não era meu. o corpo não era eu. Alguma outra coisa nasceu dentro de mim e era ela que eu queria machucar, afastar negar. vi-me na adolescência, menina de mim mesma. Os outros e eu. o que é esse eu? não sou perfeita, não busco a verdade, só quero deitar na grama e esquecer o teste de biologia. Ninguém entende, os outros não entendem, eu não entendo. Sentir. era fuga, quem foge se torna cansado, corre e nunca chega. Sentir era vontade de voltar a viver, era tentativa de afastar a dormência que tinha tomado conta, quem foge, se torna rígido porque tem que estar sempre olhando pra trás.

Poeira desta estrada que acumulei, primeiro a lutar e depois a fugir, me tornei pedra. Agora sou eu e eu mesma, a casca que contruí com minha racionalidade e que tentei machucar com minha sentimentalidade, está aqui, olha para mim e sente medo. Sente medo porque está prestes a ir-se, ela ria, ria muito de mim quando eu incorria em mesmos erros, quando sua vitória sob mim podia ser percebida. (sofrimento era sua forma de me dominar) mas acontece que não se pode dominar alguém sem se ser dominado, aí está sua força, ela me domina e eu domino ela, dessa maneira me torno dependente. Acontece, que descobri seu ninho, descobri suas idéias em minha cabeça e suas ações em meus sentimentos, e agora, não domino meu Ego, ele está aqui e morre a fome, míngua. Minha inocência e pureza, companheiras de minha infância, se configuram agora na minha maturidade. Precisei crescer para poder me tornar criança.

Compartilho, logo liberto: o existir, o viver e finalmente o compartilhar me floresceram em Mulher.

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Avuou

abril 2, 2011

Problemas Problemas Problemas,
aos amigos tudo, escuta, lê, conversa, se dá, aprende, agradece, vive, se esquece, ajuda de todas as maneiras que ela puder encontrar até se tiver que se desdobrar em mil e dobrar de novo. Ama sobremaneira e além dela mesma.

Problemas Problemas Problemas,
a ela nada, canto da parede. poeira carregada de quem não varre a casa, por não se permitir, por achar que é egoísmo. Ego maior esse, que na verdade carrega anel do mártir nos dedos, Jesus nunca se sacrificou por ninguém, não poderia. Só quem tem sofrimento sacrifica, quem não tem nada, vai sacrificar o que? (não tinha casca, não tinha ego.)

Se Vivemos é porque a conjugação verbal está toda errada, essa tal de língua, não é linguagem. Na verdade é a Vida que nos vive, é a vida que ama através de nós, somos seu templo, a contemos e ela nos contém. Dessa maneira, não podemos reivindicar que nos pertença, mas sabemos no nosso íntimo, que pertencemos a ela.                           Sincero Contemplar.

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E agora, eles começam a me levar…

abril 1, 2011

Sobre este escrito, que um dia se realizaria, agora cada vez mais próximo.

Não gosto da palavra Obrigado, ela remete a uma obrigação, de fato, como fazer e esperar algo em troca. Nós não conhecemos isso T., conhecemos na nossa amizade pura, simplesmente o Agradecer: estar grato, em estado de graça =

que bela palavra…

 

“A verdade é que não há verdade”
Pablo Neruda

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Leite com Café

março 29, 2011

Acordei. Não abri os olhos, a manhã se fazia no ar frio, no orvalho: do lado de fora da janela. Abri os olhos, a manhã se fez: do lado de dentro do quarto. Frestas de luz filtradas na poeira do cobertor em suspensão. Cheiro de café acabado de fazer, estranho, será que minha solidão ganhou forma? ouço passos, perco o sono, a janela é aberta com a aproximação do som. claridade me vence. Abro o rosto, boca, olhos, ouvidos. E te vejo; será que no meu sono me fechei em mim e não te sabia lá, onde você sempre esteve? Tocar a realidade áspera da torrada e sentir o gosto, é até verdade, nessa atmosfera de dossel. Você me sorri e se eu pudesse dormiria de novo, mas para poder acreditar-te e acreditar-me é caso de viver.

 

[Sobre como o cotidiano é bonito, e acabamos por não sorrir para ele. Por questão de costume, de esquecer a conquista diária do amor. (Cuidar)

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Papel manteiga

março 27, 2011

Ver o oposto, o imposto o retrocesso. o progresso. ver um por cima do outro, um risco ali, um rabisco em cima, em baixo, procurando uma melhor maneira de expressar o que não se apaga. O que se faz e refaz, na vontade de ir vivendo. Papel manteiga, dá pra ver o outro lado, mas agora, eu estou mais pra papel reciclado, junto tudo, bato no liquidificador e não sobra é nada, pedacinhos de mim, todos combinados. Pra formar uma tabula rasa, sem a pauta branca. Risquinhos coloridos, absorvidos pelo meu papel, pela água, pela secagem ao sol. Assim é, o que é de realmente nosso, fica no nosso coração-pássaro, o que não é, só as estrelas é que sabem…

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Georgia

março 25, 2011

Não sabia se sentia, se não sentia. Georgia amava, não sabia o que amava mais, não sabia se amava, mas amava, Como e de que Forma amava ela. Não se sabia, porque não podia ver até onde seus braços se estendiam, dançava na perfeição do balé para devanear na máxima concentração que é ter o pé no lugar certo, ter o corpo posicionado e ainda assim errar o espontâneo para dar graça, não sabia dançar. não sabia comer, esteve leve como pluma, seu corpo vomitava seus Nãos.

Não ler de novo.

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Paciência

março 24, 2011

Paciente – mas o senhor acha mesmo que já estou curado?
Impaciente – Mas é claro, você só precisa tomar este remédio, que vai acabar com todas as suas dores de cabeça.
Paciente – Mas e o meu coração? ele vai continuar desse jeito?
Impaciente – Posso te receitar uma outra coisa pra isso, é só você tomar tudinho que passa rápido rápido, indolor, amanhã você já está outro.

Paciente – mas e se eu quiser a mim mesmo?

Impaciente - desculpe, então não posso resolver o seu problema.

Tem horas que eu me pergunto, sobre a pressa. Vivemosandamoscomemosolhamoslemos , na pressa instantânea das criaturas dos calçadões apinhados das grandes cidades, nem mesmo nos olhamos direito, ao outro então, mal sobra espaço. Moramos empilhados em apartamentos verticais imensos, e nem conhecemos nossos vizinhos de cimabaixoladofrente, moramos na horizontal do 204. Progressão sem aritmética, somam-se, subtraem-se, mas não amam-se, não trocam e destrocam, não permitem. Grande Não este, estampado nas fachadas em azulejos, balneário público sem nudez. chuva sem molhar. Olha só, vou te contar uma coisa, só não estou me irritando, porque estou exercendo a prática da minha paciência.

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